Quais são as diferenças entre queda de cabelo e calvície?

Quais são as diferenças entre queda de cabelo e calvície?

Há quem não encontre diferenças entre queda de cabelo e calvície. Afinal de contas, ambas causam perda dos fios. Esse raciocínio, no entanto, não está correto. São duas situações diferentes, e o dermatologista está preparado para identificar cada uma delas. A calvície pode levar a uma situação extrema de completa remoção.

A queda de cabelo é a perda dos fios em ritmo superior ao normal. Diariamente, todos nós perdemos entre 100 e 150 fios de cabelo. Os fios estão naturalmente sujeitos a um processo caracterizado por três ciclos intermináveis: crescimento, repouso e queda. Aqueles já crescidos passam por um período de repouso. Na sequência, eles caem, e, no seu lugar, novos fios entram na fase de crescimento. 

A perda dos fios costuma ser notada durante a lavagem, especialmente entre as mulheres, que tendem a possuir volume maior de cabelo. A queda torna-se anormal em um quadro de perda intensa de fios – aproximadamente 300 por dia. Nesses casos, chamados de eflúvio telógeno, a descoberta do motivo não é simples porque há muitas possibilidades. 

Quais são as diferenças entre queda de cabelo e calvície?

Para saber ao certo a razão, o dermatologista deve estar atento, por exemplo, às alterações sazonais e nutricionais (os hábitos alimentares) demonstradas pelo paciente, bem como às medicações que estão sendo usadas por ele. A anamnese é importante para o sucesso do diagnóstico. Nessa conversa inicial com o paciente, o dermatologista busca compreender os aspectos da sua vida que possam ser relevantes para a obtenção do diagnóstico. O médico investiga com lupa a saúde e a vida do paciente, incluindo sua rotina, estando aberto a qualquer possibilidade. 

“Durante a conversa, procuro entender se a principal queixa é alteração da quantidade ou do volume de cabelo, do ciclo (que gera queda mais intensa) ou da haste folicular, problema esse que gera quebra do fio e diferença de textura”, diz a doutora Luciana Cattini, que possui título de especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Nesse terceiro caso, relacionado à haste folicular, é grande a possibilidade de o motivo para a queda do cabelo estar relacionado a processos químicos. Ou seja, um xampu ou qualquer outro produto de higiene ou de beleza pode ser o fator desencadeante.

“Em geral, processos que geram a queda de cabelo foram iniciados três meses antes da perda efetiva dos fios. Na anamnese, estou atrás de respostas. É relevante saber se o paciente relaciona essa queda mais intensa com alguma fase específica da sua vida, que pode ter sido estressante. Ou ainda se há histórico clínico ou cirúrgico como realização de cirurgia de alta complexidade. Essas intervenções, como a bariátrica, podem causar a perda anormal de cabelo”, explica Luciana. 

Até mesmo traumas emocionais, como a perda de um parente, podem causar o eflúvio telógeno. Como destacado anteriormente, uma situação de estresse elevado pode, sim, desencadear essa condição. “As alterações hormonais, que podem estar associadas ao anticoncepcional, também são comuns”, afirma. Na sequência, ainda de acordo com a doutora Luciana, o exame clínico, conforme veremos mais para frente, é realizado para que seja possível avaliar, entre outros aspectos, a qualidade do fio e a existência ou não de descamação no couro cabeludo. 

E a calvície?

Também chamada de alopecia androgênica, a calvície é uma condição que afeta mais os homens. Isso porque a queda dos cabelos está associada à presença dos hormônios sexuais masculinos, com destaque para a testosterona. As mulheres produzem a testosterona em quantidade pequena, motivo pelo qual a calvície é menos presente entre elas. A hereditariedade influencia para seu desenvolvimento em ambos os sexos. 

A calvície deve ser analisada com cuidado, já que ela pode ser consequência de outras doenças. Nesses casos, para que a calvície seja contornada, não há outra forma que não seja tratar a doença que a originou. Em 2016, o dermatologista Matthew Harries, consultor da instituição Salford Royal NHS Foundation Trust e professor honorário da Universidade de Manchester, publicou artigo científico intitulado “Alopecia na medicina”. 

Harries demonstrou que a calvície pode ser resultado de problemas de tireoide, deficiências nutricionais e de ferro. Alguns tipos de calvície estão associados com certas doenças. A alopecia areata, uma doença inflamatória que provoca a queda do cabelo e pode causar a perda dos pelos do corpo, é vista com frequência entre os diabéticos.

Há, portanto, diferenças entre queda de cabelo e calvície. Podem parecer sutis para o paciente, mas não para o dermatologista, que está atento à situação como um todo para chegar ao diagnóstico preciso. 

Importância dos exames

Os exames vêm na sequência da anamnese. Eles dão o embasamento necessário para que o dermatologista chegue às conclusões corretas e indique o tratamento adequado. Para isso, considera, é claro, as diferenças entre queda de cabelo e calvície já exploradas neste post. “Começo com os exames laboratoriais, como o de sangue, que já podem apontar certas alterações no organismo do paciente”, diz a doutora Luciana. 

A dermatologista utiliza na clínica um dos equipamentos mais modernos de diagnóstico e de tratamento capilares. O Bulge Hair Restoration amplia em até 200 vezes a imagem do couro cabeludo, o que proporciona a visualização do local com riqueza de detalhes. “Consigo observar com precisão aspectos como densidade do cabelo, se há ou não lesão folicular e características do couro cabeludo. Posso registrar tudo em fotografias para avaliar a evolução do paciente”, explica Luciana. 

Tão logo obtido o diagnóstico, a doutora oferece o tratamento mais adequado. As possibilidades do Bulge são diversas como a aplicação de leds nas cores vermelha, amarela e azul, de laser de baixa potência, de oxigenoterapia e de pulverização de medicamentos na área afetada. O Bulge Hair possibilita uma técnica digital indolor de aplicação dos medicamentos no local exato em que eles devem agir. 

Solucione suas dúvidas sobre as diferenças entre queda de cabelo e calvície. Fique à vontade para deixar suas perguntas! 

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