Melasma: saiba por que surgem e como tratar essas manchas na pele

Melasma: saiba por que surgem e como tratar essas manchas na pele

Começo de ano é um período propício para o agravamento do melasma. Nos meses de janeiro e fevereiro, as pessoas aproveitam piscinas e praias. Afinal de contas, o verão é sempre bem-vindo, com suas temperaturas altas e possibilidade de realizar diversas atividades ao ar livre. Só que essa dinâmica própria do verão resulta em aumento da exposição à luz solar. Caso os cuidados não sejam redobrados, com o uso de fotoprotetor ou filtro solar FPS 30 no mínimo, as manchas escuras ou acastanhadas conhecidas como melasma tendem a aparecer. 

“O período ideal para começar o tratamento em consultório é a partir de março. Desde já, e inclusive no inverno, o paciente deve se cuidar, tomar todas as medidas de precaução necessárias, como utilização de cremes despigmentantes e de fotoprotetores orais e tópicos”, diz a doutora Luciana Cattini, que é especialista em dermatologia pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e AMB (Associação Médica Brasileira). 

O melasma é uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas principalmente na face, podendo atingir também braços, pescoço e colo. Na face, as manchas, que têm formatos irregulares e bem definidos, aparecem principalmente nas maçãs do rosto, na testa, perto das sobrancelhas, no nariz e no buço.

Nas áreas acometidas, há elevação da pigmentação devido ao aumento dos melanossomas, que são reservatórios de pigmento, principalmente na região intermediária da pele. As mulheres são mais afetadas do que os homens. Na escala de vulnerabilidade, estão mais sujeitas ao melasma as pessoas de pele morena em tons mais escuros, como africanas, afrodescendentes, asiáticas, hispânicas e de ascendência árabe. Isso porque, por natureza, esse tipo de pele produz mais melanina. 

Além da exposição à luz solar, há outros fatores predisponentes. A luz visível, como aquela emitida pelas lâmpadas artificiais e pelos aparelhos eletrônicos (celular, televisão e computador), também causa ou piora as manchas. “Influenciam ainda a genética, ou seja, se alguém da família tem, e alterações hormonais”, destaca Luciana. 

No caso das mudanças hormonais, elas podem ser causadas pela gestação. O ciclo da gravidez faz naturalmente com que a produção de estrogênio e de progesterona aumente, conforme escrevemos neste post. Outros dois motivos para essas alterações relevantes de hormônio, ainda segundo Luciana, são o uso de anticoncepcionais orais e a realização de terapias hormonais. 

Não existe cura 

O melasma é uma condição que não pode ser superada definitivamente, mas que pode ser controlada com sucesso. Para isso, o paciente deve estar atento diariamente à sua pele, fazendo a fotoproteção, o uso de bases e de clareadores à noite. Pode associar esses cuidados com os tratamentos disponíveis no consultório de dermatologia.

Caso não haja a devida atenção, o índice de recidiva – do reaparecimento do melasma – é elevado. “Se o paciente se expuser ao sol sem proteção durante dez minutos, há chances significativas de o melasma voltar”, alerta Luciana. Em 25% dos casos, há piora das lesões após exposição solar não protegida.

A involução das manchas depois da menopausa ocorre em dois terços das pacientes. Ainda assim, essa não é a regra, já que o melasma é uma condição conhecida por exigir tratamento durante a vida inteira.  

Tratamento do melasma

Já ficou claro que aplicar diariamente – faça chuva ou faça sol – o fotoprotetor é fundamental. Os cremes também devem ser usados porque ajudam na remoção das manchas. Os mais utilizados são à base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico e ácido azeláico. Outros ativos encontrados são os seguintes: arbutin, ácido kójico, ácido fítico, ácido tranexâmico e ácido dióico. O ácido tranexâmico tem ação antifibrinolítica, reduzindo a ação da plasmina. Essa substância, a plasmina, tem por característica estimular a formação do pigmento melânico, o que piora consequentemente as manchas próprias do melasma.

No consultório, há tratamentos que são aplicados com base no fototipo da pele e na resposta do melasma em relação aos cremes. “Os peelings químicos, o microagulhamento, o laser fracionado e, principalmente, o laser ND:YAG Q-Switched 1064 são indicados”, diz Luciana. Esse último laser é bem absorvido pela melanina, tendo, portanto, alta penetração na pele e causando mínimos danos a ela. “De cinco a oito sessões, com o laser ND:YAG Q-Switched 1064, conseguimos clareamento de quase 80% do melasma”, afirma a doutora.

 

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