Fotografia na dermatologia: por que utilizar imagens digitais?

Fotografia na dermatologia: por que utilizar imagens digitais?

A utilização da fotografia na dermatologia revolucionou a forma de acompanhar a saúde da pele dos pacientes. Essas imagens digitais demonstram com precisão as características da pele de cada paciente e são realizadas de acordo com a ética médica, seguindo todos os protocolos de segurança. Como são feitas em diversos momentos do tratamento, elas fornecem os elementos necessários para que a tomada de decisão por parte do dermatologista seja assertiva.

O arquivamento digital e o registro clínico eletrônico são etapas importantes nesse processo, pois favorecem revisões clínicas, teleassistência e telemonitoramento. A telemedicina, que foi autorizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) durante a pandemia do novo coronavírus, consiste no atendimento dos pacientes de forma remota por meio de recursos tecnológicos, como Skype e Facetime. Nesse mesmo sentido, veio pouco depois a decisão do Ministério da Saúde, que autorizou a prática remota da medicina em atendimento pré-clínico, assistencial, bem como para consultas, monitoramentos e diagnósticos.

“Na telemedicina, o registro fotográfico é imprescindível. Com acesso a essas imagens digitais, que são feitas nos atendimentos presenciais, posso criar um plano de tratamento que priorize o acompanhamento de forma remota”, explica a dermatologista Luciana Cattini, especialista em dermatologia pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e AMB (Associação Médica Brasileira). “O atendimento remoto inserido em um plano customizado e bem traçado de acompanhamento é eficaz, facilitando a vida do paciente, que não precisa se deslocar até o consultório para ter acesso a novas indicações de cuidados dermatológicos, de cremes específicos para alterações inflamatórias da pele, de orientações no manejo da queda de cabelos, de acompanhamento de feridas que não cicatrizam, de alterações das unhas e manchas na pele”, complementa a doutora.

Com o avanço da tecnologia, a fotografia digital permite hoje visualização superior ao olho humano, já que, devido à resolução alta disponível, o dermatologista pode aproximar a imagem sem que haja perda de qualidade. Dessa forma, consegue observar lesões ou comportamentos atípicos que seriam difíceis ou simplesmente impossíveis no passado. O trabalho de acompanhar a evolução das feridas e avaliar os procedimentos realizados fica muito mais produtivo.     

A fotografia na dermatologia cosmiátrica ou estética

O uso da fotografia na dermatologia cosmiátrica ou estética permite avaliar o aspecto da pele, antes e depois dos procedimentos, além de registrar a reação ou comportamento do paciente a cada procedimento realizado. A comparação das fotos dá os insumos necessários para que o dermatologista escolha o procedimento mais correto e eficaz para cada momento do tratamento. Essa inteligência é importante não apenas para o paciente em tratamento, como para todos os outros que virão, já que enriquece a experiência e os conhecimentos do médico.

Para que essa comparação seja bem-sucedida, o dermatologista precisa seguir técnicas básicas de registro fotográfico e adotar o critério da padronização rigorosa das imagens. Ou seja, o procedimento empregado nas fotografias não pode variar. 

A fotografia nas dermatologias clínica, cirúrgica e oncológica 

Na cirurgia dermatológica, as imagens documentam o pré e o pós-operatório, assim como detalhes envolvendo a cirurgia, como marcação da área operada e cada um dos passos cirúrgicos. O dermatologista clínico também utiliza a fotografia para observar a evolução das lesões durante o tratamento.

Já na dermatologia oncológica, o registro fotográfico auxilia o médico a acompanhar as pintas, também chamadas de nevos. Isso porque, com as fotografias que são feitas ao longo do tempo e que demonstram possíveis alterações, é possível saber se as lesões correm ou não o risco de evoluir para tumores malignos. Essa tecnologia auxilia, portanto, o reconhecimento precoce do câncer de pele, o que significa elevada chance de cura.

Vale a pena ler post que escrevemos sobre a dermatoscopia digital, um exame moderno que consiste justamente na obtenção de fotografias digitais de alta resolução. Essas fotos facilitam a visualização das características das pintas, como suas estruturas e profundidades, e dão a possibilidade de o dermatologista identificar mudanças no aspecto que possam ligar o sinal de alerta.

Os sistemas de análise de imagens

A fotografia na dermatologia possibilita a criação dos sistemas de análise de imagens em dermatoscopia, que, baseados em vasto banco de imagens sobre nevos e melanomas, empregam processamento baseado na inteligência artificial. 

A cada nova fotografia feita pelo dermatologista e incluída no sistema, essa inteligência consulta sua memória formada por vasta quantidade de fotos para fazer uma análise de acordo com a probabilidade de a foto adicionada pertencer ao grupo de melanoma (tipo mais grave de câncer de pele) ou de nevo.

Os chamados sistemas especialistas não são empregados apenas na dermatologia, mas em diferentes especialidades. Seu desempenho em casos duvidosos pode superar o acerto diagnóstico do clínico. 

Percebeu como a fotografia na dermatologia desempenha papel importante? Fique à vontade para entrar em contato. Envie suas dúvidas ou mande comentários.

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