Envelhecimento da pele a partir dos 50 anos: o que fazer?

Envelhecimento da pele a partir dos 50 anos: o que fazer?

O fim do ciclo menstrual tem enorme influência sobre o envelhecimento da pele a partir dos 50 anos. As alterações hormonais provocam uma série de mudanças, como as que envolvem a estrutura facial.

Os coxins gordurosos, que estão localizados abaixo da superfície da pele e que têm como função fornecer volume, contorno e convexidade ao rosto, mudam de posição. Vão da região intermediária, conhecida como malar, para o terço inferior. “A consequência é o acúmulo de volume no contorno do rosto, o que resulta em papada e bigode chinês”, diz a dermatologista Luciana Cattini, que fez curso avançado em anatomia da face para dermatologia estética no Miami Anatomical Research Center, um centro de referência internacional, além de ser especialista em dermatologia pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e AMB (Associação Médica Brasileira). Ainda como parte desse processo, costuma ocorrer a piora das olheiras – clique aqui para saber tudo sobre olheiras.

Paralelamente, começa a haver a chamada reabsorção óssea. Seu principal efeito é tornar menor a estrutura que sustenta o rosto. “Essa é uma das queixas mais comuns no consultório porque o rosto é a área de maior visibilidade social. Logo, as pessoas estão mais atentas a ele. A estrutura que sustenta o rosto não tem a mesma densidade da fase que vai de 20 a 40 anos, motivo pelo qual a mudança é facilmente percebida pelas pacientes”, explica a doutora. A hiperatividade muscular, que se manifesta desde os 20 anos, passa por um processo de intensificação a partir dos 50 anos. Como resultado, as linhas de expressão ficam evidentes, independentemente da contração muscular (mímica facial), estando presentes inclusive durante o repouso muscular. Nessa etapa da vida, as rugas entre as sobrancelhas conferem aspecto de braveza, o que igualmente costuma incomodar.

Outro efeito importante diz respeito ao ressecamento da pele. Essa mudança é provocada pela queda da produção de sebo pela glândula sebácea. “A pele, que está menos hidratada, assume aspecto desvitalizado, ou seja, fica opaca, menos brilhante”, explica Luciana. Os cabelos podem se tornar mais quebradiços, mais porosos e desvitalizados, também por causa da redução da oleosidade. 

“Essa nova condição hormonal pode gerar queda de cabelo em ritmo leve ou, em alguns casos, intenso”, afirma a dermatologista. O cabelo fica mais ralo e/ou o couro cabelo mais aparente. As alterações atingem ainda as unhas, que ficam mais quebradiças. “Com as estrias longitudinais, aquelas ondulações observadas nas unhas, o esmalte não dura por muito tempo”, diz Luciana. 

Há por fim possibilidade de acúmulo de gordura em áreas inéditas – que nunca tinham acumulado – do corpo da mulher, dificuldade de emagrecimento e perda de tônus muscular. 

Qualidade de vida

A intensidade desses efeitos causados pelo envelhecimento a partir dos 50 anos depende da qualidade de vida da paciente nas décadas anteriores. “A forma como a mulher chega a essa idade depende da qualidade de vida apresentada até então. Fatores como grau de exposição solar, uso de reposição hormonal, quantidade de gestações e cuidados preventivos a partir dos 30 anos são decisivos para chegar aos 50 anos em excelentes condições”, destaca Luciana.

Escrevemos sobre como você pode cuidar da sua pele a partir dos 30 anos. Clique aqui para ler a respeito. Também falamos sobre o que fazer a partir dos 40 anos. Acesse o post clicando aqui.

Tratamentos disponíveis no consultório

Os tratamentos vão desde lasers que tratam textura, coloração e uniformidade da pele, passando por bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox, e ácido hialurônico.

“Os lasers alteram a estrutura da pele e clareiam as manchas existentes – tanto as vasculares quanto as pigmentares. Eles devem ser associados aos procedimentos injetáveis. A toxina botulínica serve para amenizar a ação e a força do músculo. Já o ácido hialurônico repõe o volume e promove a sustentação, fazendo com que o rosto fique mais estruturado, e não com aspecto derretido”, resume Luciana.

Já os bioestimuladores de colágeno estimulam a produção dessa proteína pelo organismo, podendo aumentar em até 70% o colágeno tipo 1. Essas substâncias são injetadas por baixo da pele e podem ainda provocar a reestruturação óssea se aplicadas de forma profunda. São consideradas uma “poupança de colágeno” e indicadas a partir dos 30 anos.

Para que os tratamentos sejam bem-sucedidos, é fundamental a avaliação completa da paciente em consultório. “Peço exames para verificar se a paciente precisa, por exemplo, repor vitamina, ferro, se possui doenças associadas ou algum quadro que possa interferir ou contraindicar procedimentos e condutas. O planejamento dos tratamentos é feito de forma individual e vai de seis meses a um ano, dependendo da disponibilidade da paciente”, finaliza Luciana.

Quer saber mais sobre os procedimentos para reduzir ou controlar os efeitos do envelhecimento a partir dos 50 anos? Fique à vontade para entrar em contato!

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