Dermatologia para gestantes: saiba por que é importante

Dermatologia para gestantes: saiba por que é importante

A dermatologia para gestantes proporciona à mãe e ao bebê tranquilidade do começo ao fim da gravidez. Até mesmo no pós-parto, a participação do dermatologista é recomendada. Para a doutora Luciana Cattini, especialista em dermatologia pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e pela AMB (Associação Médica Brasileira), o trabalho de acompanhamento das mamães deve ser dividido em três etapas.

Dermatologia para gestantes: primeira etapa

Na primeira etapa, que vai da oitava a décima semana, com o embrião em franca evolução, a mulher começa a sentir os reflexos da alteração hormonal. “O ciclo da gravidez é caracterizado pela elevação dos índices hormonais. A produção de estrogênio e de progesterona aumenta. A própria mãe sofre esse quadro, que é potencializado pelo feto e pela placenta, que também contribuem para esse cenário”, avalia Luciana. Esses dois hormônios são fundamentais para o sucesso da gravidez. O estrogênio promove o rápido crescimento das mamas e dilata o canal pélvico por onde o feto passará. Já a progesterona é responsável pela instalação e manutenção de feto na cavidade uterina.

O resultado da elevação desses hormônios é sentido pela mãe na pele, no cabelo e nas unhas. A pele sofre alterações como manchas, estrias, acne e celulite. O tipo mais comum de mancha, que atinge cerca de 70% das gestantes, é o melasma, que costuma aparecer na face – nas bochechas e na testa mais especificamente. Não há um motivo certo para isso: o aparecimento pode se dar por causa de uma predisposição genética, devido a alterações hormonais ou ainda pela exposição solar sem a proteção adequada.

“Os pacientes devem usar um filtro solar eficaz para prevenir o melasma”, diz Luciana. Mas muito cuidado: ainda de acordo com a doutora, o filtro não pode conter as seguintes substâncias em sua composição: oxibenzona, homosalato e 4-metil-benzilideno cânfora. No organismo, esses elementos, que são tóxicos, podem fazer associações que causam distúrbios hormonais. A pele absorve os compostos que entram em contato com ela, o que significa que essas substâncias podem afetar a saúde da gestante e do bebê. Por outro lado, um filtro solar com vitamina C é positivo para as mamães.

Há outros ativos proibidos durante a gestação como retinoide, hidroquinona e ureia. Esse último, a ureia, é contraindicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por causa de sua alta capacidade de penetração, podendo ultrapassar a placenta e atingir o bebê. Esses ativos são encontrados, por exemplo, em pomadas para tratamento das melasmas.  

Dermatologia para gestantes: segunda etapa

Na segunda etapa, que tem início no segundo semestre de gestação, as estrias costumam ser um dos motivos de preocupação, ainda que elas possam aparecer até o último trimestre da gravidez. “As estrias parecem cicatrizes e podem ter diâmetros imensos. Aparecem nas áreas da pele de maior distensão como abdômen, coxas e flancos”, afirma Luciana.

Assim como no caso do filtro solar, a gestante deve estar atenta à composição dos cremes de tratamento das estrias. Quem pode avaliar com segurança cada um desses produtos é o dermatologista, que fará as melhores recomendações para o período da gestação. Os óleos, por exemplo, são indicados para as gestantes e servem como película para evitar a desidratação da pele. “Os óleos são indicados para prevenir as estrias. Alguns deles, no entanto, podem causar foliculite, que é uma infecção da pele”, diz a doutora.

Dermatologia para gestantes: terceira etapa

Já estamos no fim do terceiro semestre de gestação. O parto está bem próximo. Nessa terceira etapa, são comuns reclamações como pintas vermelhas pelo corpo, que podem ser geradas por alterações vasculares, além do aumento ou da dilatação dos vasos das pernas. Na última consulta antes do parto, a preocupação passa a ser o pós-parto, com orientações diversas, especialmente sobre amamentação e possíveis reações no organismo da mulher. 

“O que ocorre com frequência é a queda de cabelo significativa, que pode durar até um ano depois do parto. Essa perda começa logo depois do parto ou em até seis meses após o nascimento da criança”, destaca Luciana. Outra mudança diz respeito às unhas. Oito em cada dez gestantes têm unhas fortes. No pós-parto, a situação se inverte, com as unhas ficando mais quebradiças, devido à redução forte do estrógeno, que, como vimos, mantém nível elevado durante a gestação.

 

A dermatologia para gestantes é importante para a mamãe e para o bebê. Fique à vontade para solucionar suas dúvidas!

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