Como controlar a oleosidade da pele e tratar acne?

Como controlar a oleosidade da pele e tratar acne?

Mais da metade da população adulta é afetada pela acne, de acordo com a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Estudos indicam que a acne atinge proporção ainda maior entre os adolescentes: nove em cada dez. As mulheres são atingidas em qualquer idade (acne da mulher adulta) por essas lesões inflamatórias, o que resulta em desconforto com a aparência. As lesões já cicatrizadas provocam inclusive manchas na pele. Independentemente da faixa etária, para tratar acne de forma eficaz, o primeiro passo é controlar a oleosidade da pele. 

Isso porque a acne é uma lesão causada pelo aumento da produção da glândula sebácea, que tem como função produzir a oleosidade natural da pele. Esse acúmulo de oleosidade obstrui os poros, provocando elevação da quantidade de bactérias, o que resulta no surgimento dos comedões, também conhecidos como cravos. As temidas espinhas surgem com a inflamação dos comedões ou cravos. 

E por que os adolescentes são os mais atingidos? Com a puberdade, começam a ser produzidos os hormônios sexuais, e esses são justamente os principais responsáveis pelo surgimento da acne. Dentre esses hormônios, destaque para os andrógenos, que fazem com que as glândulas sebáceas passem a funcionar. Como característica delas, sua presença mais ativa na face, no peito, nas costas e no couro cabeludo. Percebeu a relação? Essas regiões, principalmente rosto e costas, têm como característica desenvolver acne com facilidade.  

Mas atenção: em qualquer idade, inclusive na fase adulta, a glândula sebácea pode ser hiperestimulada por outro hormônio, o cortisol, devido à relação direta entre sua liberação pelo organismo e as reações psicológicas estresse e ansiedade. Esse é um dos motivos pelos quais acne durante a quarentena está entre as reclamações mais comuns feitas pelos pacientes. Leia o post a respeito. 

Predisposição genética 

“Há ainda o fator hereditário. Se os pais tiveram acne, a chance é maior de o filho desenvolver”, diz a doutora Luciana Cattini, especialista em dermatologia pela SBD e AMB (Associação Médica Brasileira). Estudo recente do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR, na sigla em inglês), que foi publicado em revista científica, apontou haver predisposição genética entre os pacientes com acne grave. 

Os múltiplos variantes genéticos afetam a formação dos folículos capilares, de onde nascem os pelos, tornando a pele mais propensa a abrigar bactérias, o que cria condições perfeitas para o desenvolvimento da acne. Os pesquisadores britânicos analisaram 26.722 pessoas – 5.602 delas com quadro de acne grave. 

Cicatrizes da acne 

As cicatrizes da acne são sequelas provocadas pela acne não tratada ou pelas lesões mais profundas que demoram para cicatrizar. Essas lesões podem evoluir de forma inesperada caso haja manipulação e tentativa de espremer ou cutucar as espinhas. “Esse comportamento é inadequado porque agrava o quadro de acne e contribui para a formação de manchas na pele”, explica Luciana. 

Outro motivo que causa essas marcas é a gravidade da acne, mesmo que não haja comportamento de espremer. Quanto mais grave a acne, maior a probabilidade de gerar cicatrizes. Por isso, a orientação é evitar que o quadro se agrave, procurando desde o início um dermatologista, profissional habilitado para recomendar o tratamento mais adequado a fim de controlar a acne. “Ainda que não haja cura para a acne, é possível reduzir bastante seus efeitos”, diz Luciana. 

O que fazer para controlar a oleosidade da pele e tratar acne? 

A pele deve ser higienizada duas vezes por dia: ao acordar e antes de dormir. Esse cuidado é fundamental para controlar a oleosidade da pele. Para inibir a produção de secreção pela glândula sebácea, com ação anti-inflamatória e antibacteriana, podem ser utilizados produtos com as seguintes substâncias: retinoide, retinaldeído, ácido salicílico, ácido azeláico e peróxido de benzoíla. 

A maquiagem, principalmente de característica volumosa, é outro fator de atenção porque pode atuar como uma barreira para os poros, mantendo sua obstrução. Há produtos no mercado compostos de princípios ativos secativos e anti-inflamatórios, contemplando, portanto, uma solução medicinal para a acne. Seja qual for a maquiagem utilizada, a orientação é retirá-la totalmente antes de dormir. Não pode haver resquício nenhum, ainda mais para quem já sofre de acne. 

Neste momento de pandemia, as máscaras são obrigatórias. A recomendação é optar pela máscara de algodão, já que agride menos a pele do rosto, além de oferecer a ela melhor condição de respiro. Além disso, a máscara deve ser trocada com frequência, aproveitando esse momento para fazer a higienização do rosto, que tende a ficar úmido e quente, cenário ideal para a proliferação de bactérias, se a mesma máscara for utilizada por muitas horas seguidas. 

Quanto aos procedimentos no consultório para tratar acne, há muitas possibilidades, que vão desde extração dos comedões até infiltração de medicações específicas, como corticoides. Já o tratamento das cicatrizes pode ser feito com peelings, lasers e preenchimentos cutâneos com ácido hialurônico. 

Ainda em relação às cicatrizes, se houver uma tendência para sua formação ou se estiver impactando a qualidade de vida, pode ser necessário utilizar a isotretinoína oral. Essa medicação só pode ser prescrita pelo dermatologista depois de uma avaliação criteriosa. A paciente não pode estar grávida, já que a droga pode causar danos graves e irreversíveis ao feto. 

Há muitas formas de controlar a oleosidade da pele e tratar acne. A avaliação deve ser feita sempre por um dermatologista. Entre em contato com a Dra. Luciana!

Deixe um comentário

Your email address will not be published.