Aplicação da toxina botulínica busca naturalidade da expressão facial

Aplicação da toxina botulínica busca naturalidade da expressão facial

O motivo mais comum para aplicação da toxina botulínica é combater as rugas provocadas pelo movimento dos músculos faciais. As linhas de expressão entre as sobrancelhas também costumam incomodar os pacientes. Se você ainda não identificou o tratamento que estamos falando, talvez o nome Botox soe familiar. Saiba, no entanto, que Botox é, na realidade, o nome comercial de um dos produtos, o fabricado pelo laboratório Allergan. Há outras soluções de toxina botulínica disponíveis no mercado como o Dysport, do laboratório Ipsen, e o Xeomin, do laboratório Merz. 

Em comparação com cinco anos atrás, a aplicação da toxina botulínica evoluiu muito. “Esse aprimoramento busca entregar resultado cada vez mais natural. O paciente quer um aspecto facial descansado ou menos bravo. No passado, ele dizia se sentir incomodado com a artificialidade da sua expressão facial depois da aplicação”, diz a doutora Luciana Cattini, que fez curso avançado em anatomia da face para dermatologia estética no Miami Anatomical Research Center, um dos centros de referência internacionais, além de ser especialista em dermatologia pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e AMB (Associação Médica Brasileira)

A artificialidade chegava a causar impressão negativa em alguns casos porque ficava evidente que um procedimento estético tinha sido realizado. Ainda de acordo com a dermatologista, mesmo com os avanços nos últimos anos, o resultado natural só pode ser alcançado com a aplicação correta da toxina botulínica depois de um trabalho de análise do paciente. Nesse processo, realizado em sua clínica, três etapas são rigorosamente cumpridas

As três etapas da aplicação da toxina botulínica

Na primeira etapa, por meio da avaliação clínica, o paciente é questionado sobre sua expectativa em relação ao resultado, sobre seus hábitos de vida, a intensidade com que faz atividade física, sua idade e se já teve experiência com toxina botulínica. “Há paciente que diz ter sentido o olho elevar demais ou cair demais. Essas considerações são relevantes para a escolha da marca da toxina botulínica e dos pontos musculares que serão trabalhados”, afirma Luciana.

Na segunda fase, com o auxílio dos exames médicos, a doutora observa o padrão de contração do músculo do paciente – em geral, os da testa, dos olhos e do pescoço. “Também apalpo para identificar as áreas em que o músculo é hiperativo, ou seja, tem força de contração maior”, explica. Nessas regiões, a dose de toxina botulínica deve ser maior ou mais distribuída, com aplicação mais profunda. “Já nas áreas de contração menos intensa, a aplicação deve ser superficial, com uso de dose menor”, diz. É justamente essa capacidade de fazer a mensuração precisa para cada local tratado que tornará o resultado mais natural.

Já na última etapa, a da aplicação em si, a dermatologista injeta a toxina adequada para cada ponto estudado ou analisado. Para obter sucesso, não há como negligenciar as fases anteriores, já que as informações coletadas são consideradas.

A aplicação da toxina botulínica ocorre diretamente no músculo que forma a ruga. O objetivo é causar seu relaxamento temporário. Os efeitos do tratamento podem ser percebidos horas depois, mas serão notados em sua plenitude no prazo de duas semanas. Por ser temporário, o tempo de duração do relaxamento é de até seis meses, dependendo do metabolismo do paciente, da técnica de aplicação e da dosagem do tratamento.

As aplicações em intervalos regulares podem fazer com que o músculo fique relaxado por mais tempo. Não são todos os músculos que podem ser tratados, pois alguns exercem funções importantes na expressão natural. O músculo da linha do sorriso é um exemplo importante. 

 

Ficou com dúvida sobre a aplicação da toxina botulínica para combater as rugas? Escreva no espaço de comentários!

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